quarta-feira, 7 de março de 2012

Noite



Noite...


A noite chega para todos...todos os dias. Dias quentes, dias frios, dias românticos e até dias sombrios.
A noite chega para todos, e é na noite que os sentimentos geram como furacões em nossas cabeças, é na noite com o coração queimando e a alma despedaçada, nossas lembranças vêm à tona, com uma tortura psicológica desenfreada de sentimentos.

E o sono? nessas horas o sono some, vai habitar outro corpo tranquilo e livre de culpa, de lamento, de remorso e melancolia. o sono vai habitar alguém cúmplice dele, alguém cuja consciência não está abalada e tampouco com sentimentos em guerra.

Para os desafortunados que não estão com o sono de cúmplice, a noite é longa, triste, interminável. A noite dói, a lua queima e as estrelas são juízas de um julgamento a qual somos o réu. Ali, sentados sob seu olhar, as estrelas me julgam, me recriminam, numa noite infinita de dor, lágrimas, e arrependimento.

Meu corpo há tempos não se sentia réu de um crime o qual que cometi em parceria com a soberba, com a fantasia de um homem perfeito inexistente que fiz, foram responsáveis por causar dano à meu coração, e à minha alma, minha gêmea alma.

A flecha de desconfiança a qual meu peito foi alvejado, atingiu mais do que profundamente meu corpo, atingiu meu espírito, e me fez recuar com a dor...
Me fez perceber que não sou a fantasia que um dia inventei,  e sim, um mero ser humano com medo de ser julgado, medo de ser causador de mágoa, e justamente por medo, este ser humano que escreve está sofrendo. Medo da verdade, medo da autenticidade dos seus atos, medo de ser culpado.

E agora, nesta NOITE, diante das estrelas que me julgam, e de minha (gêmea) alma  que brada por uma mente autêntica e por palavras sincera. Sinto-me impotente diante desse mar de palavras falsas que, nesta noite que passou, infligiram um dano em mim que não sei se posso curar.

Talves seja tarde, talvez muito tarde,

Mas agora tarde, tarde da noite, decido lutar, decido secar este mar de desconfiança, e ser verdadeiro contigo e comigo. E mesmo que não consiga curar esta ferida, não desistirei de lutar...porque luto POR minha alma, gêmea alma, porque luto COM meu coração, e PELO amor.

Tarde talvez, nesta noite...

Cedo talvez, para o amor....

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Noite escura a me chamar
Lua cheia a me julgar...
Nesta noite,
Dificil me fazer acreditar...
Mas sempre há esperança
Quando o curativo é amar.
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E.M.R.